Coelho da Páscoa
Antecessor e Sucessor
sexta-feira, 27 de março de 2015
quinta-feira, 26 de março de 2015
Palácio de Versalhes
Acesse o link a seguir e digite "Palácio de Versalhes" no local indicado pelo cursor, e faça um tur pelo Palácio.
Google Maps
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sexta-feira, 20 de março de 2015
quinta-feira, 12 de março de 2015
CRÔNICA - para fazer no CADERNO
O
Homem Nu
Fernando
Sabino
Ao acordar, disse para a mulher:
—
Escuta, minha filha: hoje é
dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a
conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro
da cidade, estou a nenhum.
—
Explique isso ao homem —
ponderou a mulher.
—
Não gosto dessas coisas. Dá
um ar de vigarice,
gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando
ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele
pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar —
amanhã eu pago.
Pouco
depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um
banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava,
resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de
serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu,
olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a
dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o
mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer
ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de
si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.
Aterrorizado,
precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à
espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da
água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir.
Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu
com o nó dos dedos:
—
Maria!
Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.
Quanto
mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.
Enquanto
isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro
subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da
televisão!
Não
era. Refugiado no lanço da
escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou
para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas
o embrulho de pão:
—
Maria,
por favor! Sou eu!
Desta
vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos,
regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor,
fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia
executar um ballet grotesco e
mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se
esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de
abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a
subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando
o suor da testa com o embrulho do pão.
Mas
eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.
—
Ah,
isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado.
E
agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com
ele ali, em pelo,
podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado,
que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento,
começava a viver um verdadeiro pesadelo
de Kafka,
instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime
do Terror!
—
Isso
é que não — repetiu, furioso.
Agarrou-se
à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares,
obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para
ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar
o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador.
Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E
agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de
emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador
subir. O elevador subiu.
—
Maria!
Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem
nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.
Voltou-se,
acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente
cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:
—
Bom
dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que
eu...
A
velha, estarrecida,
atirou os braços para cima, soltou um grito:
—
Valha-me
Deus! O padeiro está nu!
E
correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:
—
Tem
um homem pelado aqui na porta!
Outros
vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:
—
É
um tarado!
—
Olha,
que horror!
—
Não
olha não! Já pra dentro, minha filha!
Maria,
a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele
entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se
lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá
fora, bateram na porta.
—
Deve
ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.
Não
era: era o cobrador da televisão.
Esta é uma das crônicas mais famosas do grande escritor mineiro Fernando Sabino. Extraída do livro de mesmo nome, Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 65
Glossário
Vigarice: Ato
de trapaça; fraude.
Lanço: Parte
de uma escada entre dois patamares sucessivos; o mesmo que lance.
Grotesco: Ridículo,
extravagante.
Encetar:
Iniciar, começar.
Em
pelo: Nu,
pelado.
Pesadelo
de Kafka:
Referência ao escritor checo Franz Kafka, que criou histórias
fantásticas com toques de terror e situações incomuns. Muitas
vezes, seus personagens se sentiam assustados e em agonia, como se
vivessem um pesadelo.
Regime
do Terror. Referência
ao período da Revolução Francesa compreendido entre
31 de maio de 1793 e 27 de julho de 1794, em que milhares
de pessoas foram executadas naguilhotina por se oporem ao
governo e às ideias de Maximilien de Robespierre.
Estarrecida.
Espantada, horrorizada, perplexa.
Radiopatrulha.
Veículo da polícia, equipado com rádio.
Compreensão
do texto e análise da organização do enredo
1. O título da crônica é O homem nu. Que outro título você poderia atribuir ao assunto do texto?
2. O texto foi escrito no início da década de 1960. Que fatos ou situações nos permitem concluir que a história não se passa nos dias de hoje?
3. Por que o homem ficou nu?
4. Por que a mulher não abriu a porta do apartamento quando a campainha tocou?
5. No
quarto parágrafo do texto, o homem afirma:
—
Não
gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir
rigorosamente as minhas obrigações.
Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz
barulho, para ele pensar que não
tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.
A
atitude dele está de acordo com sua afirmação? Por quê?
6. Por que a vizinha gritou que o padeiro estava nu?
7. No final da história, o homem teve de encarar o cobrador da televisão. Escreva uma possível desculpa que ele poderia dar para não pagar a prestação.
8. Responda a estas perguntas sobre o texto O homem nu.
a) Qual
era o desejo do homem nu ao se ver trancado fora de casa?
b) O
que o impedia de realizar esse desejo?
9. Assinale a alternativa que expressa o principal conflito do protagonista, isto é, do personagem mais importante de O homem nu.
A
oposição entre o desejo e o que impede sua realização
chama-se conflito.
Pode ser um choque
de interesses, de opiniões, de comportamento entre dois ou mais
personagens, ou de um personagem
com a natureza, ou até de um personagem consigo mesmo. É por meio
do conflito que se estrutura
o enredo de
uma narrativa.
a.( )O
marido quer tomar banho, mas a mulher já se trancou no banheiro.
b( )O
cobrador virá receber a prestação, mas o devedor está sem
dinheiro.
c( )O
homem nu está do lado de fora do apartamento e não consegue entrar
em casa.
d( )O
elevador começa a subir e o homem nu pensa que é o cobrador.
O
momento da narrativa em que a sequência de acontecimentos atinge
o mais
alto grau de tensão chama-se clímax.
10. Qual
é o momento de mais tensão, de mais nervosismo no texto?
11. Numere
as ações, mostrando a sequência dos acontecimentos.
a. A
porta do apartamento se fecha, deixando o homem para
fora. ( )
b. O
marido pega o embrulho do pão. ( )
c. O
marido põe a água para esquentar. ( )
d. O
marido entra no elevador e aperta o botão de
emergência. ( )
e. A
mulher vai para o banho. ( )
f. A
mulher abre a porta. ( )
g. O
homem e a mulher decidem fingir que não estão em casa. ( )
h. A
mulher desliga o chuveiro. ( )
i. O
elevador começa a subir. ( )
j. O
marido tira a roupa para tomar banho. ( )
k. O
marido toca a campainha do apartamento. ( )
l. O
cobrador da televisão bate à porta. ( )
m. O
marido grita e esmurra a porta, alertando os vizinhos. ( )
12. Em vários momentos, o autor criou suspense no texto. Localize dois trechos em que isso ocorre e cite os números dos parágrafos correspondentes.
13. Retire do texto O homem nu três palavras ou expressões que marcam o tempo na narrativa..
14. Releia esta frase do texto e faça o que se pede.
Como
estivesse completamente nu,
olhou com cautela para um lado e para outro (...)
a) Assinale
a alternativa que explica o sentido do trecho sublinhado.
( )
Expressa uma consequência.
( ) Indica
uma causa.
( )
Estabelece uma comparação.
b) Reescreva essa mesma frase, substituindo a palavra como por outra palavra ou expressão de sentido equivalente. Faça as alterações necessárias.
QUADRINHOS - MENINO MALUQUINHO - para fazer no CADERNO
Menino Maluquinho - Interpretação de texto
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| Menino Maluquinho - Interpretação de texto |
1) Quem são os personagens da historinha?
2) Porque nessa historinha aparecem vários pontos de exclamação?
3) No terceiro quadrinho, o que a Carol fez ao descobrir o saco plástico?
4) Porque a Carol chegou a conclusão que fosse poluição?
5) Observe a seguinte frase: O saco plástico foi jogado por banhistas.
O diminutivo da palavra destacada é:
a)( )sacolão b)( ) saquinho c)( ) sacola
6) “Carol é uma menina muito medrosa”, o adjetivo desta frase é:
a)( ) Medrosa b)( ) menina c)( ) muito
7) Observe a seguinte frase: Carol correu para um lugar distante.
O sinônimo da palavra destacada é:
a)( ) perto b)( ) longe
8) Reescreva apenas os adjetivos das frases nas linhas abaixo.
a) Uma água-viva é linda.
______________________
b) A Carol é muito medrosa.
______________________
C) Corajoso é o Menino Maluquinho.
______________________
Créditos: http://artedelecionar.blogspot.com - http://educarx.blogspot.com.br/2013/09/menino-maluquinho-interpretacao-de-texto.html
QUADRINHOS - MENINO MALUQUINHO I - para fazer no CADERNO

QUESTÃO 1
O humor do texto acontece porquê:
a) Maluquinho descobriu um novo remédio.
b) a doença do mau hálito é muito incômoda.
c) o remédio é a rolha do vidro e não o seu conteúdo.
d) o remédio pode ser vendido para milhões de pessoas.
QUESTÃO 2
Os três sinais de exclamação que aparecem no primeiro quadrinho foram usados para ressaltar:
a) a descoberta de algo sem importância
b) a euforia do personagem com a descoberta.
c) seu desejo de vender o remédio para o amigo.
d) seu entusiasmo ao explicar como se tomava o remédio.
QUESTÃO 3
A expressão do rosto do amigo de Maluquinho no último quadrinho revela:
a) surpresa. b) desânimo. c) raiva. d) decepção.
http://profreginabb.blogspot.com.br/2013/08/interpretacao-historia-em-quadrinhos.html
QUADRINHOS - O VENDEDOR - para fazer no CADERNO
Interpretação de história em quadrinhos O Vendedor
1. Nos dois primeiros quadros da tira, percebe-se que o menino
(A) aceita logo a oferta do homem.
(B) discute o preço das balas com o homem.
(C) negocia o preço da sua mercadoria.
(D) oferece a sua mercadoria aos gritos.
2. O recurso utilizado na tira para apresentar a fala dos personagens é
(A) o gesto.
(B) a cor.
(C) o tipo de letra.
(D) o balão.
3. A fala do menino, no último quadro da tira, sugere
(A) aborrecimento.
(B) bondade.
(C) preconceito.
(D) inveja.
4. No segundo quadro da tira, a fala do menino marcada com um duplo ponto de exclamação, reforça
(A) a irritação com o trabalho.
(B) o desinteresse pela venda.
(C) o apelo para vender.
(D) a pressa em vender.
5. Em “Não trabalho com pedestre”, o termo destacado refere-se a pessoas que
(A) andam de ônibus.
(B) caminham a pé.
(C) passeiam de bicicleta.
(D) viajam de carro.
http://educarx.blogspot.com.br/2013/09/interpretacao-de-historia-em-quadrinhos.html
terça-feira, 10 de março de 2015
Hino Nacional Brasileiro
O
Hino Nacional Brasileiro tem letra de Joaquim Osório Duque Estrada
1870 1927) e música de Francisco Manuel da Silva (1795 - 1865). Foi
adquirida por 5:000$ cinco contos de réis a propriedade plena e
definitiva da letra do hino pelo decreto n.º 4.559 de 21 de agosto
de 1922 [1] pelo então presidente Epitácio Pessoa e oficializado
pela lei n.º 5.700, de 1 de setembro de 1971, publicada no Diário
Oficial (suplemento) de 2 de setembro de 1971.
Hino executado em continência à Bandeira Nacional e ao presidente
da República, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal,
assim como em outros casos determinados pelos regulamentos de
continência ou cortesia internacional. Sua execução é permitida
ainda na abertura de sessões cívicas, nas cerimônias religiosas de
caráter patriótico e antes de eventos esportivos internacionais.
A partir de 22 de setembro de 2009, o hino nacional brasileiro
tornou-se obrigatório em escolas públicas e particulares de todo o
país. Ao menos uma vez por semana todos os alunos do ensino
fundamental devem cantá-lo.
Vocabulário:
Plácidas
: tranqüilas, calmas
Brado
: grito
Retumbante
: que ecoa, vibrante
Fúlgidos
: luz intensa
Penhor
: garantia
Idolatrada
: muito amada , respeitada
Vívido
: cheio de vida
Formoso:
lindo, belo
Límpido
: limpo, claro
Cruzeiro
: constelação do Cruzeiro do Sul
Resplandece
: brilha
Impávido:
destemido
Colosso
: gigante
Espelha:
reflete
Gentil:
Generoso, acolhedor
Esplêndido:
maravilhoso , admirável
Fulguras
: brilhas
Florão
: enfeite, ornamento, joia
Garrida
: vistosa, alegre
Risonhos
: alegres
Lábaro
: bandeira
Ostentas
: mostra
Louro
: amarelo
Flâmula:
bandeira
Clava
: pau usado como arma
quarta-feira, 4 de março de 2015
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Poema: AUTOPSICOGRAFIA
Autopsicografia
O
poeta é um fingidor.
Finge
tão completamente
Que
chega a fingir que é dor
A
dor que deveras sente.
E
os que lêem o que escreve,
Na
dor lida sentem bem,
Não
as duas que ele teve,
Mas
só a que eles não têm.
E
assim nas calhas de roda
Gira,
a entreter a razão,
Esse
comboio de corda
Que
se chama coração.
Fernando
Pessoa
Vocabulário
Em língua portuguesa de Portugal:
calhas de roda são trilhos
comboio de corda é um trem de brinquedo.
Após ler o Poema: AUTOPSICOGRAFIA de Fernando Pessoa, responda às questões:
1.
O que é “autopsicografia”? Observe que na formação dessa
palavra entraram: auto, psico e grafia. Você conhece outras palavras
com esses radicais gregos?
2.
Explique o que você compreende dos quatro primeiros versos:
"O
poeta é um fingidor.
Finge
tão completamente
Que
chega a fingir que é dor
A
dor que deveras sente"
3.
Analise os versos seguintes:
"E
os que lêem o que escreve,
Na
dor lida sentem bem,
Não
as duas que ele teve,
Mas
só a que eles não têm"
a)
A quem se referem as formas verbais no plural: lêem, sentem e têm?
b)
O que você compreende por “a dor lida”?
c)
A quem se referem as formas verbais no singular: escreve e teve?
d)
Que palavra foi omitida neste verso: Não as duas que ele teve?
e)
E nesse verso, que palavra foi omitida: Mas só a que eles não têm.?
4.
Como você explica os quatro versos que acabou de analisar?
5.
Nos versos a seguir, o poeta sintetiza o que disse nos versos
anteriores. Vamos analisá-los:
"E
assim nas calhas de roda
Gira,
a entreter a razão,
Esse
comboio de corda
Que
se chama coração"
a)
O que gira nas calhas de roda (trilhos de trem)?
b)
Que nome o poeta dá para a palavra “coração”?
c)
O que significa na língua portuguesa de Portugal a expressão
“comboio de corda”?
d)
Com que finalidade o coração gira nas calhas de roda?
POEMA - MOTIVO
Motivo
Eu
canto porque o instante existe
e
a minha vida está completa.
Não
sou alegre nem sou triste:
sou
poeta.
Irmão
das coisas fugidias,
não
sinto gozo nem tormento.
Atravesso
noites e dias
no
vento.
Se
desmorono ou se edifico,
se
permaneço ou me desfaço,
-
não sei, não sei. Não sei se fico
ou
passo.
Sei
que canto. E a canção é tudo.
Tem
sangue eterno a asa ritmada.
E
um dia sei que estarei mudo:
-
mais nada.
Cecília
Meireles
Após ler o Poema: MOTIVO de Cecília Meireles, responda às questões:
1.
Explique por que o poema se chama “Motivo”.
2.
Em que sentido a autora diz “Eu canto”?
3.
A autora usa palavras no masculino como se quem está falando no
poema é um homem. Quais são essas palavras?
4.
Qual é o motivo que tudo justifica na vida do “eu-lírico” do
poema? Justifique sua resposta, citando versos do poema.
5.
Tomando como base a questão anterior, o “eu-lírico” de um poema
pode ser outro, em relação ao escritor do poema? Por exemplo, o
“eu-lírico” pode ser uma criança e o autor ser um adulto?
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Dois poemas de amor...
Falando de Amor
Tom Jobim
Se eu pudesse por um dia
Esse amor, essa alegria
Eu te juro, te daria
Se pudesse esse amor todo dia
Chega perto, vem sem medo
Chega mais meu coração
Vem ouvir esse segredo
Escondido num choro canção
Se soubesses como eu gosto
Do teu cheiro, teu jeito de flor
Não negavas um beijinho
A quem anda perdido de amor
Chora flauta, chora pinho
Choro eu o teu cantor
Chora manso, bem baixinho
Nesse choro falando de amor
Quando passas, tão bonita
Nessa rua banhada de sol
Minha alma segue aflita
E eu me esqueço até do futebol
Vem depressa, vem sem medo
Foi pra ti meu coração
Que eu guardei esse segredo
Escondido num choro canção
Lá no fundo do meu coração
Soneto do Amor Eterno
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre e tanto
que mesmo em face do maior encanto
dele se encante mais meu pensamento.
Quero vive-lo em cada vão momento
e em seu louvor hei de espalhar meu canto
e rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.
E assim quando mais tarde me procure
quem sabe a morte, angustia de quem vive
quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
*Vinicius de Moraes
http://educationwikinte04.wikispaces.com/Atividades+com+Poesias+e+Produ%C3%A7%C3%A3o+de+Textos
Tom Jobim
Se eu pudesse por um dia
Esse amor, essa alegria
Eu te juro, te daria
Se pudesse esse amor todo dia
Chega perto, vem sem medo
Chega mais meu coração
Vem ouvir esse segredo
Escondido num choro canção
Se soubesses como eu gosto
Do teu cheiro, teu jeito de flor
Não negavas um beijinho
A quem anda perdido de amor
Chora flauta, chora pinho
Choro eu o teu cantor
Chora manso, bem baixinho
Nesse choro falando de amor
Quando passas, tão bonita
Nessa rua banhada de sol
Minha alma segue aflita
E eu me esqueço até do futebol
Vem depressa, vem sem medo
Foi pra ti meu coração
Que eu guardei esse segredo
Escondido num choro canção
Lá no fundo do meu coração
Soneto do Amor Eterno
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre e tanto
que mesmo em face do maior encanto
dele se encante mais meu pensamento.
Quero vive-lo em cada vão momento
e em seu louvor hei de espalhar meu canto
e rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.
E assim quando mais tarde me procure
quem sabe a morte, angustia de quem vive
quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
*Vinicius de Moraes
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